Notas fiscais: NF-e, NFC-e e NFS-e
Emitir, acompanhar, cancelar e corrigir as notas da loja — e o que depende da SEFAZ, não do sistema.
Ver esta tela na demonstraçãoSão três documentos diferentes, e a confusão entre eles é a dúvida número um:
| Documento | Para o quê | Sai de onde |
|---|---|---|
| NF-e | venda de produto/peça | venda, O.S. (só as peças) ou avulsa |
| NFS-e | serviço (mão de obra, ISS) | O.S. (só os serviços) ou avulsa |
| NFC-e | cupom de venda de balcão | venda ou PDV |
O módulo fiscal é opcional: sem ele, esses menus e botões não aparecem.
Configurar, uma vez só
Quatro itens, que abrem a mesma janela cada um na sua aba: Dados do emitente (razão social, CNPJ, inscrições estadual e municipal, CNAE, endereço), Configurações fiscais (regime tributário, faixa do Simples, dados do ISS e a numeração), Certificado digital A1 e Modelos fiscais.
Na numeração você informa a série e o número com que a próxima nota vai sair, separado para NF-e e NFS-e. Repare: é o próximo, não o da última nota emitida.
Quem assina as suas notas é a emissora, e é lá que o certificado fica: o byTechOS não guarda o arquivo nem a senha. A aba tem os campos do arquivo do certificado e da senha e o botão Enviar à emissora. O certificado A1 vale um ano, a tela mostra até quando e avisa 30 dias antes — vencido sem troca, a emissão para no dia. No primeiro envio, o byTechOS também liga sozinho o recebimento das notas dos seus fornecedores (Notas recebidas).
Emitir
- Da O.S. — botões NF-e e NFS-e no menu Ações, no rodapé (a guia Notas Fiscais só lista o que já foi emitido).
- Da venda — aba Nota Fiscal. Do PDV — o interruptor "Emitir NFC-e ao finalizar" ou, depois, o botão Vendas do mês.
- Sem vínculo — Fiscal › NF-e Avulsa ou NFS-e Avulsa.
A NF-e da O.S. leva só as peças e a NFS-e leva só os serviços: é assim que a legislação separa produto (ICMS) de serviço (ISS). O.S. com peça e mão de obra precisa das duas notas; O.S. só com serviço não emite NF-e.
Ao emitir NF-e de uma O.S. ou venda, a janela lista os produtos com todos marcados; desmarque o que não deve ir (peça sem entrada fiscal, por exemplo). Essa marcação não é lembrada — na emissão seguinte tudo volta marcado. O cupom sai com a venda inteira.
Modelos fiscais, CFOP e o cadastro do cliente
Um modelo fiscal guarda as escolhas de tributação: finalidade, consumidor final, situação de ICMS (CST/CSOSN), PIS e COFINS. A maioria das lojas precisa de um; havendo mais, o sistema pergunta qual usar. Modelo errado é a causa mais comum de rejeição por tributação — é a parte que vale conferir com o contador.
O sistema compara a UF da loja com a do cliente e ajusta a operação para interestadual ou interna sozinho, vencendo o modelo escolhido.
Trava contra nota duplicada
Para evitar o engano clássico ("cliquei, achei que não foi, cliquei de novo"), o sistema barra a segunda emissão do mesmo documento quando já existe nota autorizada ou em processamento. Para o funcionário a emissão é bloqueada de vez; para o administrador aparece a opção emitir mesmo assim, que existe para a nota complementar legítima. Cancelar a nota anterior libera a emissão para todos. NF-e e NFS-e da mesma O.S. não brigam, e o cupom não tem essa trava.
Rejeitou, ou saiu errada
Rejeitada, a janela mostra o código da SEFAZ, a mensagem e os erros, com a explicação em português e quem resolve. Na recusa por número repetido (código 539) ela diz qual número e qual série já foram usados e de que mês é a nota antiga: peça à contabilidade o último número daquela série e informe o próximo na numeração. Nota que a SEFAZ não autorizou não existe fiscalmente — no Histórico, o detalhe dela traz o caminho para corrigir e emitir de novo (o rascunho, na avulsa; a venda ou a O.S., nas demais).
Nota autorizada com erro tem dois caminhos: a carta de correção e o cancelamento, este com justificativa de pelo menos 15 caracteres.
A nota avulsa
Para o que não passou pelo fluxo normal: remessa, brinde, complemento, devolução. A nota é montada em quatro abas (Operação, com o modelo fiscal e as notas referenciadas; Destinatário; Produtos; e Mais opções, com informações adicionais, transporte, cobrança, outros valores e a conferência do emitente), dá para importar um XML, e o rascunho fica salvo. Digitando o CEP o endereço vem completo; digitando o documento, o sistema procura nos seus clientes.

A NFS-e avulsa segue a mesma ideia para serviço: exige os dados do ISS e CPF ou CNPJ do tomador — sem documento, a nota não sai. O município vem do CEP dele, e CEP errado gera rejeição.
A NFS-e conta para o mês em que o serviço foi prestado, não para o dia da emissão. Na O.S., a janela de emitir já vem com a data de saída e você pode trocar; na avulsa, o campo Data do serviço fica junto do valor; na mensalidade de contrato vale o mês da mensalidade. Desde 01/11/2026 a microempresa e a empresa de pequeno porte do Simples emitem pelo Emissor Nacional, e o sistema já emite por ele: nada muda no seu dia a dia.
Os históricos
Há um histórico por tipo — NF-e, NFC-e e NFS-e — com o status na SEFAZ, o PDF, o XML, a carta de correção e o cancelamento. Clicando numa nota, o detalhe mostra os itens e o valor daquela nota, não o total da O.S.
O ambiente da nota aparece na janela de resultado logo depois de emitir (PRODUÇÃO ou HOMOLOGAÇÃO), no campo Ambiente do detalhe da nota (Produção ou Homologação) e, na aba Nota Fiscal da venda, como Produção ou Teste. Nota de teste é validada, mas não vale nada fiscalmente. Emita um documento de cada tipo em homologação antes de virar a chave.
Toda nota autorizada tem, ao lado do botão de WhatsApp, o botão E-mail, em todo lugar onde a nota aparece. A nota (PDF e XML) vai para o e-mail do cadastro do cliente: você não digita nada. Cliente sem e-mail cadastrado: o sistema avisa, e você preenche o e-mail no cadastro dele e tenta de novo.

Reforma Tributária: IBS e CBS
A nota passa a informar dois tributos novos. Em 2026 eles ainda não são cobrados — quem é do Simples continua pagando tudo pelo DAS; o que muda agora é só o preenchimento.
| Regime | A partir de |
|---|---|
| Lucro Presumido e Lucro Real | 03/08/2026 |
| Simples Nacional e MEI | 01/01/2027 |
Em Configurações › Notas fiscais (aba Configurações fiscais), no fim, há dois interruptores: um para a nota de produto e outro para a de serviço. Os dois nascem desligados, e assim as notas saem como saem hoje. Ligando, o sistema preenche os campos sozinho em todas as notas — não é preciso configurar peça por peça (o que estiver na aba Dados Fiscais do produto, em IBS/CBS, vence a configuração geral).
As alíquotas da fase de teste já vêm sugeridas — CBS 0,90% e IBS 0,10% — e são editáveis. Na nota de produto o IBS aparece separado em estadual e municipal (confirme com a contabilidade como dividir); na de serviço, alíquota e valor são calculados pelo Portal Nacional.
Quem é do Simples deixa os dois desligados até 31/12/2026: é o mesmo que responder Não no Emissor Nacional.
As notas dos seus fornecedores estão em Notas recebidas e exportação fiscal.
Como o imposto entra no resultado está em DRE.
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Este capítulo descreve uma tela real do byTechOS. Entre na demonstração para usá-la com dados de exemplo, ou comece o teste grátis na sua loja.